Azul

o reencontro com uma alma que existe dentro de um corpo etéro desprovido de lógica

04 julho 2005

O piano toca... o pôr-do-sol evidencia-se!

As teclas do piano vão sendo calcadas coma intensidade que a personagem julga ser a necessária. E eu vou ficando sentada numa mesa à espera que a velocidade que me percorre as entranhas diminua e se faça pacata.
Estou com uma sensação que não consigo definir, mas que de certa forma evidencia mais um peculiar pôr-do-sol, o qual fui capaz não só de ver, como de sentir, como de pôr em prática.
Por vezes, tenho medo de mim mesma, das minhas atitudes, mas tenho plena noção que hoje fui capaz de ser aquilo que sou; uma pessoa com vontades e com capacidade de decisão, uma pessoa que, tendo objectivos, luta por eles e os coloca em prática.
O maior desejo é o de continuar a ser assim, a ser capaz de ser eu própria, mesmo que, veladamente, isso possa custar horrores.
Não conheço o futuro. Não o quero conhecer. Quero apenas ser capaz de levar por diante a minha máxima de ser cor-de-rosa todos os dias, um dia de cada vez. Porque só assim serei feliz.
Neste momento, a ambiguidade de sensações que se manifestam em mim não definem ainda o real estado das coisas, mas essa mesma ambiguidade esfumar-se-áe dará espaço ao meu ser para se evidenciar como tal. Porque eu quero sempre mais!
Falar de núcleos abandónicos ou de rejeição não é para mim novidade. Terei tempo para os descobrir e os levar a bom porto, a boa solução e compreensão.
Dizia o poeta que o caminho só se faz andando, e eu estou nitidamente a percorrer o meu! Sem sombra de dúvidas. Qualquer que seja o tempo que isso leve, eu chego lá! Tenho a certeza. Só não sei onde! Mas chego.
Apetecia-me gritar, mas limito-me a conseguir respirar fundo. E isso já não dói! É bom! Faz sorrir! Faz-me sentir aliviada. Faz-me sentir sem nuvens tempestuosas a pairar o cérebro.
E hoje, não me fez confusão olhar para ele. Não tive a mínima vontade de lhe tocar, nem de o fazer sorrir. Mesmo depois de ler o que li! Foi o que foi. Não podia ser de outra maneira. E ainda bem.
Talvez o amanhã seja diferente. Aliás, será com certeza. Embora não saiba como, não me faz confusão. Nenhuma. Não me sinto minimamente obsecada com o que pode surgir, muito menos ansiosa. Apenas estou. E sou! Sou eu, mais um ser plantado num mundo hipócrita, onde sou apenas mais uma alma à procura do encontro.