Azul

o reencontro com uma alma que existe dentro de um corpo etéro desprovido de lógica

27 junho 2005

Em pleno Verão, entre uma piscina e a serra, o sol vai manifestando a sua força e é constante o calor que se vai fazendo sentir, à mistura com o vento fresco e puro.
A frase que mais se ouve é "como se está bem no campo". E efectivamente é isso que se sente, uma enorme paz! Os pássaros cantam, as abelhas pousam nas flores que não exalam cheiros, mas se mantêm em perfeita sintonia com a atmosfera.
Tudo funciona na perfeição! O ar que se respira é puro e as poucas nuvens que existem não são de todo um estorvo.
No meio desta natureza, o que é permitido é dar asas à imaginação e viajar pelos muitos espaços verdejantes, ler horas a fio sem cansar e escrever aquilo que se vê e que se sente.
Neste momento, não há vazio nem desarmonia! Há apenas um ser que se contenta com a beleza do tempo e do espaço, que se contenta com o que já alcançou, com o que já conseguiu pensar e com o que vai conseguindo encontrar pelo caminho.
Deste caminho apenas se diz o indispensável. É meu! Umas vezes sinuoso, outras florido e verde. É um caminho que vou percorrendo e que vou tentando perceber através do tempo que passo na descoberta de mim mesma.
Com tudo isto, ainda nada posso concluir. Apenas me fico com a ideia de que tenho que viver um dia de cada vez e tenho que o saborear doce e levemente, dizendo a cada manhã 'bom dia' ao sol e olhando para mim como alguém com uma grande força interior, que apenas precisa encontrar o seu EU e amá-lo como a mais ninguém!